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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Buquê de narcisos

É tudo muito triste quando o que aparentemente era original e apenas seu já é de outros. Quando extenções metafísicas de seu pensamento tocam a mente de terceiros, espalhados pelo mundo, antes mesmo de serem criadas, ao mesmo tempo ou posteriormente, divulgando suas mais íntimas teorias. É um espanto saber que o que era particular, sempre foi público. Mas também é reconfortante, porque mostra o tamanho do exército que está do seu lado na batalha da vida. Mostra que ainda há esperança e que a sensibilidade não é algo exclusivamente seu. Até porque ela existe em diferentes níveis e de diversas formas. Então nem sei como posso estar escrevendo isso se não sou ninguém mais sensível que outros sensíveis para sentir o que não é apenas meu, não tem uma maneira só de se sentir.
Apenas espero que todos continuem suas jornadas de desabafos e continuem a se identificar em outros, por mais que nosso lado egoista fique rebelde e cruze os braços. Vale a pena receber a luz da comapanhia na jornada de se mudar o mundo. Mesmo que meu narcisismo quisesse que eu fosse a única flor com tal essência.
Inspiração de escrever não sei o quê. Queria estar grávido para ter um desejo fixo em minha mente e simplesmente perseguí-lo insaciavelmente até afogar meus olhos em palavras que dariam orgulho.
Nesse momento a inspiração vem como que imediata, na mesma frequência e agilidade que os pulsos nervosos de meus neurônios. E ao mesmo tempo em que cada palavra nova do que escrevo surge no nada, da própria inspiração.
É tudo tão inútil ao mesmo tempo que necessário. Essa vontade de expor um brilhantismo que me escapa como um vagalume, escrever depois de banhos de inpiração... Seria isso carência? Pena que o vagalume eu já perdi de vista. Terei que voltar a procurá-lo assim como um pedaço de banana cortada escondida debaixo de bolas de sorvete de uma banana split. Mas já repararam o quão melhor ela fica? É como se o doce do sorvete, misturado com a doce excitação da descoberta de um tesouro soterrado, elevassem o valor escondido, interior de uma banana. Uma simples banana. Uma fruta que é tão simples e abundante, passa despercebida... Não chega a ser a favorita. Mas é que seu talento é de se misturar com os doces. Doces... Tão nobres... Acabam destacando a banana sem graça. Banana essa que merecia, no lugar do morango, o posto de fruta que melhor combina com doces. Salada de fruta sem banana não é salada de fruta. Acho que é porque elá é meio sem graça, meio pepino, meio chuchu... E talvez essa seja a graça. E é isso que eu acho e pronto.
Depois de tal interrupção após o desabafo de uma paixão pela banana (seria isso um desejo? Estaria eu grávido?), voltemos ao que eu escrevia. A sim, a obra prima que está prestes a nascer. Acho que marcarei um dia para parir. Ou virá naturalmente? Ó dúvida cruel, por que insiste em me acompanhar o tempo todo, a vida toda? Deve ser a falta de atenção que tenho, mesmo que sem querê-la. Ignoremos. Pulemos tais galhos secos e prossigamos o caminho de pedras roxas em rumo ao maravilhoso reino de... Assombrações? Não, de promessas maravilhosas e inocências jamais desbravadas antes, virgens, puras e cristalinas como a fina gota que cai em um lago puro e transparente, quase que invisível dentro das cavernosas mentes congeladas. Da minha mente congelada. Talvez por ter esse clima é que alguns fantasmas se manifestem de tempos em tempos...
Apenas uma confsão básica. Enfim... Ah! E se soltasse das pontas de meus dedos uma epopéia épica? Tipo, uma aventura assim... Sabe? Aquela em que se tem um personagem... Já sei: um personagem sem nome. Não anônimo, muito famoso. Apenas não muito conhecido, mas que sente uma força bruta como diamante de explodir em idéias que choveriam anos e anos, inundando o mundo e obrigado a sociedade a construir uma arca, dessa vez não de Noé, mas sim uma arca da salvação. Pena que nem todos cabem dentro dela...
Reticências... Reticências... E reticências... E assim passa o tempo e junto as idéias que, de filme passam para palavras. Engraçado não? Normalmente livros viram filmes e não o contrário. É que as pessoas estao perdendo a capacidade de ler. Não de ler, porque isso muitos conseguem (não todos, o que é uma pena para quem realmente quer se inserir no mundo da cultura humana). Mas sim de leeeeeeerrrrr.
A partir do momento que a pessoa descobre o novo e substitui o antigo ultrapassado, quando se perde o recém novo e a pessoa se vê na obrigação de ter que utilizar o velho novamente, ela sente falta do novo e acha tudo impossível. Mas então como ela sobrevivia antes, quando o velho ainda era novo? Isso é ingratidão.
Engraçado como perdi a noção do tempo... Talvez porque ele nem exista de fato. É apenas usado para organizar a mente perdida do homem, que precisa criar coisas e coisas para dar sentido a sua vida solitária e sem sentido. Não que tudo nada faça sentido. Não que esse texto e quem o lê sejam apenas icógnitas descartáveis inseridas dentro de um gráfico infinito. É que dá muito trabalho explicar para quem não quer entender qual é o verdadeiro sentido, a resposta de tudo, a Verdade Absoluta. Ela que corra atrás se estiver interessada.
Nesse ponto, esse de aqui, agora, já é corajoso quem nele chegou e se atreve a ultrapassar. Muitos desistem antes de começar, quando se dão conta da extensão do caminho que teriam que percorrer. Mas você que lê isso, isso mesmo, essas palavras aqui, já está no final e por isso meus parabéns. É uma pena que nem sei quais e quantos foram os heróis que chegaram até o fim e aqui estão. Talvez nenhum e o mal reine e viva feliz para sempre. Enfim... Apenas me despeço e oferenço-lhes, como prenda, minha hulmide gratidão e esse texto que acabou de nascer. Falta só um nome, que ainda não me decidi qual será. Será o nome que o mundo quiser que ele tenha. E que assim seja. Amém.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Paralizia de teorizações

Quando a obra prima de um artista encara nossos olhos. Quando, como um vampiro, suga nossos olhos e cérebros. AS vezes até nossos corações e almas. Quando apenas um fio de saliva sai de nossas bocas refletindo todo o brilho da obra. Uma assassina de elite, uma mística com poderem inimagináveis, desconhecidos pela própria obra e seu criador.
Mas essa ausência de pensamentos momentânea seria apenas o fruto de uma ilusão? Ou realmente há uma programação por trás de tudo isso, com códigos nunca vistos antes?
Um vazo moderno com uma uma única flor morrendo, em um espaço amplificado pela junção de todas as cores luz e um bilhete ao lado com a assinatura do ícone da arte contemporânea. Logo a imagem se mistura com núvens produzidas pela mente doentia de quem a observa e resulta em um mundo pós apocalíptico de design incompreensível. Ou talvez, em outra dimensão, seja apenas a representação de superficialidades presentes na sociedade atual e suas exigências e desenhos inexistentes na natureza, condenada pelos humanos.
Agora queimemos o bilhete com a assinatura e penduremos a imagem na parede. Deus intereveio para que o assassinato não ocorresse e o tranformou em um siples assalto de meros segundos? Que diabos tuod isso quer dizer? Não há mais sentido ou eles está apenas brincando de esconde escode e o observador simplesmente cansou de procrar?
As vezesm quando olhamos uma melancia, verde por fora, mas começamos a girar as engrenagens de nosso crânio e todas as memórias associadas a uma melancia nos fazem lembrar de que ela é vermelha também, uma cascata fria sai de nossos poros dilatados e inundam nossos pensamentos de coisas desnecessárias. Afinal, o que se vê é apenas uma fruta verde. Uma grande fruta verde. E ponto. Não é o intuito da melancia revelar seu interior. Cabe apenas a nós criarmos teorias e buscar nossos conceitos e verdades.
Se ao invés de suculenta e escarlate por dentro houvesse um abismo obscuro com monstros de contos infantis e sementes assassinas, prontas para desenvolverem-se dentro da barriga de terceiros? Como saber a verdade, sabendo da indiferênça da melancia?
Simples: ou acredite no que acredita ou arranje uma faca e a corte. Problemas acabados. Óbvio que é bem mais legal criar e discutir com outros a respeito, mas se sua sede de saber o que o Criador pensou na hora da criação, exatamente, vírgula por vírgula... Busque sua resposta!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Desejo

Ah, o amor. O desejo do belo. O que é belo é o remédio saudável de uma carência infinita e própria de todos. Ainda bem que beleza é relativa.
Se para alguns um simples buquê de flores dado por uma única pessoa durante toda a sua vida pode significar mais do que um diamante, para outros os flashes ubíquos direcionados para a estrela que se é, aparenta ser ou ainda deseja ser, valem mais até do que as cédulas que possui dentro de seu mundo não muito profundo. Qual tem mais valor?
Mas isso tudo trata-se ainda de um plano mais sublime de beleza. Se a parte física que é de interesse dos que leem esse texto, não é preciso nem comentar a diversidade existente no catálogo pessoal de cada ser vivente. Cada um frequenta seu restaurante favorito e come seus pratos favoritos. Lógico que alguns terão gostos parecidos, mas as chances são as mesmas que de coincidências rotineiras. Portanto, como o amor pela anatomia alheia dispensa comentários, prossiguemos com dicas para como manter uma vida saudável para todos que não sabem o que pedir para a vida depois de tudo o que leram até agora.
Não se pode denunciar o restaurante de um amigo simplesmente porque ele entra em êxtase com o estoque que possui. Isso não é da sua conta se você não o frequênta, deixe para que a vigilância sanitária faça alguma coisa, se é que ela pode fazer algo. Lembrando que ainda se trata de um amigo. Como usufruir do estoque de um restaurante cujo o único cliente é o próprio dono pode ser um crime? Na verdade isso nunca foi um crime, até porque, mesmo se houvessem mais clientes e o dono quisesse os manter, bastava comprar mais estoque para eles, porque se não ele não teria comida para sua clientela. Óbvio como uma pera. Estúpido como ketchup.
E esse amor todo, quase que incondicional que sacia seu desejo mais ardente, seja no plano físico, mental ou espiritual, apenas deve ser o que é e deve ter permissão para que molde o corpo carente de quem tem o dom de desejar.
Para finalizar, como um excelênte nutricionista que sou, deixo aqui uma dica: evite abusos e busque sempre uma alimentação saudável, quase que divina. Go after your shiny apple from heaven and you won't suffer and fail. Apenas permita-se engolir tal alimento tão gratificante. Se quiser, óbvio.

sábado, 17 de julho de 2010

Fama

Cabeça baixa com olhos nas sombras, mas que tudo veem em seu caminho. Caminho incerto para um local conhecido: rota rotineira que sempre é imprevisível, assim como todo o despertar cotidiano de uma vida.
Antes de partir pensa em sua farda monocromática como alternativa de sua marcha majestral, mas opta pelo indesejável, tornando-o um improviso perfeito. Tudo fica perfeito e vira tendência.
A confiança em forma de passos, a ação, o verbo que, apesar de não ser divino, guia um caminho aleatório de uma alma que acredita em seu trabalho. É também uma cortina recém obtida após inspirações de horas de leitura, de um despertar para um plano maior.
E com tudo nos eixos, o trem em seu trilho, o destino apenas corre na mesma velocidade que os slides de um filme, o filme do universo. Aquele que é uma coletânea de todos os outros. Inclusive do que está sendo registrado aqui, agora.
Já na passarela de encontro de várias energias, onde papéis coloridos compram ouro e almas, a trupe de deslocados enfim se une e desfila até sentar em um ambiente com criaturas hostis, coloridas e onde há um espetáculo principal de entertenimento que rouba a visão de todos. Pelo menos em teoria.
Após tal Deja Vu por parte de alguns, carboidratos e proteínas, porém muito mais carboidratos, são atropelados por palavras no cruzamento. O esquema de sempre: frases saem e nutrientes entram, pulando na piscina de suco gástrico. Mas junto das frases, aqueles produtos de cócegas também flutuam na atmosfera e são o verdadeiro espírito de todos. RS.
A próxima invasão foi na casa dos contos e informações. Então uma viagem passando por códigos penais, arte, espíritos, design de jóias, pornografia e psicopatas só acaba quando a lua apita. Eis que surge a brilhante idéia de, no caminho de volta para casa, registrar o momento épico de glória em forma de rock pixelado na janela de uma maçã comida, seguida de um trovão na porta que se encontrou com a caixola do desmiolado. Único pensamento: será que isso estragou seu melhor acessório?
Um pouco mais de pornografia verbal e o encontro com os paparazzi acaba. Volta para a limo de cabeça erguida. Mas amanhã tem mais. O show nunca acaba. Muito menos a fama de quem o produz.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Foco

Expandindo o coração e mente às estrelas, onde o infinito é mais azul, há um fluxo a ser seguido que, o tempo todo, deixa brechas, só percebidas por aqueles que às procuram. Eis que os que as acham começam a cair no espaço, na aleatoriedade, no vazio e a lupa de seu terceiro olho embaça.
Objetivos sem motivos e em forma de algodão doce são dispostos em rotas distintas no lugar de núvens de verdade, criando ilusões. Artifícios para não ver o caminho cheio de obstáculos são mais saborosos, mas saibam que é tudo artificial, pois o suco extraido de contorcionismos e esquivas são divinos. Só não é divino nesse mundo ir para a direção errada quando se conhece a certa.
Ter fé sempre nas atitudes científicas da vida tomadas é a melhor opção que o livre arbítrio pode proporcionar a alguém. Apenas marche para o destino final que escolheu após essa meditação coberta de razão e consciência e esqueça os enfeites de porcelana que o seu amor sem valor lhe deu ou as festas super legais onde o sociômetro individual aparentemente aumenta... É tudo superficial, efêmero e quebravel.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Momentâneo

Quem procura acha: essa é a moral da história. Que história!!! Não entendo nada mas sei que faz sentido. E isso me encanta!!! Tento encaixar as pessas.. Me dá igual... "Isso é espanhol"... E o desespero vem: como vou prosseguir? Cadê o apoio??
Ainda bem que inspirações e estudos estão aí. Livros e mais livros, músicas e mais... Imagens? E por que não, de vez em quando, uma junção de tudo, tudo ao mesmo tempo? Ah, já chamam isso de vídeo... Mas e tudo isso junto? Ao vivo? É vida?
O que é, já é, o que não, não importa... Cria um sentido!! Coisa mais bonita que é criar, inspiração divina, arte... Tudo parte da linha do tempo insana, que sai de nossos ouvidos, nossas bocas e nos enrolam, nos enforcam até a última respiração... [Droga tropecei no planejamento, não fazia parte dos meus planos...]
Então é isso!! Que a ave dourada voe nos céus de nossas cavernas mais profundas e azuis, onde a água turva nos é cristalina e o caminho de pedras espaçadas nos levam à lâmpada mágica... Ei, isso é plágio!! Mas quem se importa? Não seria inspiração? De onde vem tal comparação? Menta criança que não tem o que imaginar, rasga tudo de birra só pra contrariar... Não desfruta da fruta mas a deixa apodrecer com o amargo veneno de uma mente infectada. Podre. Jogada pelos ares pela sociedade rejeitada e ditadora.
Salve mais uma vez a rainha!!!