Saudades do que aconteceu.
Memórias gravadas que dão a sensação de tempo passado, de lugares que não existem mais e, se existem, já não são como antes. Uma casa, um sítio, uma cidade, um país, tudo tão doce quanto o vento que acariciava a minha face enquanto desfrutava de um momento eterno que, ironicamente, não posso mais sentir do mesmo jeito que senti enquanto o momento ainda era o agora. Lugares que marcaram, deixaram aquele sentimento de aconchego, de despreocupação, de imortalidade, vitalidade.
São pessoas que passam. Algum colega que fez ou disse algo, aquela frase que nunca mais sairá da sua mente. Aquele amigo que compartilhava todos seus segredos, jogava aquele jogo, tinha aquele papo cabeça, estendia a mão a qualquer hora. Aquele amor que te fazia promessas, te dava carinho, amor, conheceu o seu mais íntimo. Pessoas que deixaram suas impressões, insubstituíveis, que fizeram a diferença, ficarão para sempre, mesmo que apenas em pensamento.
Simples segundos, minutos, horas que até nos fazem acreditar que o tempo existe, onde algo engraçado, inesperado, agradável, inacreditável aconteceu. Momentos mágicos que são gravados como pinturas em nossa lembrança, um quadro vivo que desperta um sorriso. Uma piada, uma dança, um passeio, uma música, um encontro, um jogo, uma ligação, uma celebração...
Saudades... Saudades porque faz tempo que não se vê, que não se tem, que não se é... Ou até porque não se pode mais ver, ter e ser. Pelo menos não do mesmo jeito.
Pode ser uma brisa gostosa, uma dor no peito, lágrimas que escorrem, sonhos que aliviam, uma inspiração divina.
Tudo muda. Tolice é pensar na duração eterna, pelo menos no mundo material. Nesse mundo, nada foi feito para durar eternamente. Temos aprender a dar as mãos à efemeridade e livrarmos da maldição que nossa memória nos prega, nosso comodismo nos faz acreditar.
Se for para ter saudades, que seja a brisa gostosa, sonhos iluminadores, as inspirações divinas.
E que todos esses lugares, pessoas e momentos sejam abençoados. A tudo, o meu infinito e eterno amor, porque esse sim, não é deste mundo. Quem sabe até eu não reveja os lugares, as pessoas e reviva os momentos um dia, quando minha alma leve, livre e iluminada estiver.
sábado, 23 de março de 2013
sexta-feira, 22 de março de 2013
Meu livro
Este é o meu livro. Ele está sempre aberto. É que ao julgarem pela capa de aparência simples, ou talvez até pela quantidade de páginas, nem todos param para ler e o livro torna-se um conjunto de páginas perdidas no espaço, como uma resposta sem pergunta.
Não lembro como começa. Mas como todo começo, aposto como foi algo um pouco mais monótono e demorado. Era preciso uma alavanca, que chega lá pelo segundo, terceiro capítulo. Então a magia começa de fato.
Talvez as palavras duras e frias sejam intimidadoras. É o escudo do personagem.
Talvez as palavras de sofrimento e amor sejam deprimentes demais. É a escuridão brigando com a luz.
Talvez as palavras bobas sejam bobas demais. É o lado humano de quem escreveu.
Talvez as palavras de sabedoria não sejam compreensíveis. É o objetivo do livro.
Este é o meu livro. Ele ainda está aberto. Ainda está sendo escrito. E você pode participar dele se quiser.
Não lembro como começa. Mas como todo começo, aposto como foi algo um pouco mais monótono e demorado. Era preciso uma alavanca, que chega lá pelo segundo, terceiro capítulo. Então a magia começa de fato.
Talvez as palavras duras e frias sejam intimidadoras. É o escudo do personagem.
Talvez as palavras de sofrimento e amor sejam deprimentes demais. É a escuridão brigando com a luz.
Talvez as palavras bobas sejam bobas demais. É o lado humano de quem escreveu.
Talvez as palavras de sabedoria não sejam compreensíveis. É o objetivo do livro.
Este é o meu livro. Ele ainda está aberto. Ainda está sendo escrito. E você pode participar dele se quiser.
Gosto amargo do fim do doce
Como você pode? Como você consegue? Ou eu que também deveria conseguir e não consigo? Por que só eu não consigo? Você sabe o que está fazendo comigo? Ou simplesmente não dá a mínima?
Como se nada tivesse acontecido, como seu eu não tivesse representado nada, não valesse metade das palavras que agora você diz a outra pessoa. Ou diz isso para todo mundo? Um dia vai dizer que o que você diz já disse para outra pessoa? Já disse para mim? Ou serei um eterno segredo?
Você sabe o que quer? Você sabe o que sente? Você já aprendeu mesmo mesmo o que é amor? Você sabe quem você é de verdade? Você se ama de verdade? Ou eu só pergunto isso tudo na esperança de que você não saiba nenhuma resposta apenas para aliviar essa minha dor causada pelo meu egoísmo?
Queria simplesmente passar uma vassoura por cima de tudo, que nem você fez. Esquecer tudo isso. Igual nunca mais será mesmo, então que tudo isso vá embora de vez.
Por que eu ainda me importo? Por que eu sei como deveria agir mas sucumbo a esses sentimentos tão pequenos e tão humanos? Como estou deixando algo que é tão verdadeiro, lindo, puro, amor por si só, se transformar em algo tão horrível, que pesa, que arde, que irrita, que magoa? Como posso deixar essa coisa horrível acontecer? Na verdade não posso, tenho que lutar. Ainda acredito na luz. Não posso transformá-la em trevas, de jeito nenhum, porque disso já há demais nesse mundo e, independente do mundo, não quero ter o coração tocado pela escuridão.
Dói. Mas assim como toda rosa tem seus espinhos, o caminho da vida tem suas pedras. Causam cicatrizes que depois vão mostrar o quanto evoluímos, o quanto podemos ser felizes e maiores do que qualquer mal. Devo cuidar desse amor para que continue intacto, porém apenas no íntimo de minhas lembranças, em um baú trancado, escondido e protegido por um guardião divino.
Peço mais uma vez desculpas, já avisei e lembrei que sou humano e tudo isso poderia acontecer mais cedo ou mais tarde, mesmo prometendo que não iria escrever o que estou escrevendo. Não tenho medo de mostrar minhas fraquezas. Mas garanto que vou mudar para que o amor de antes não mude.
Como se nada tivesse acontecido, como seu eu não tivesse representado nada, não valesse metade das palavras que agora você diz a outra pessoa. Ou diz isso para todo mundo? Um dia vai dizer que o que você diz já disse para outra pessoa? Já disse para mim? Ou serei um eterno segredo?
Você sabe o que quer? Você sabe o que sente? Você já aprendeu mesmo mesmo o que é amor? Você sabe quem você é de verdade? Você se ama de verdade? Ou eu só pergunto isso tudo na esperança de que você não saiba nenhuma resposta apenas para aliviar essa minha dor causada pelo meu egoísmo?
Queria simplesmente passar uma vassoura por cima de tudo, que nem você fez. Esquecer tudo isso. Igual nunca mais será mesmo, então que tudo isso vá embora de vez.
Por que eu ainda me importo? Por que eu sei como deveria agir mas sucumbo a esses sentimentos tão pequenos e tão humanos? Como estou deixando algo que é tão verdadeiro, lindo, puro, amor por si só, se transformar em algo tão horrível, que pesa, que arde, que irrita, que magoa? Como posso deixar essa coisa horrível acontecer? Na verdade não posso, tenho que lutar. Ainda acredito na luz. Não posso transformá-la em trevas, de jeito nenhum, porque disso já há demais nesse mundo e, independente do mundo, não quero ter o coração tocado pela escuridão.
Dói. Mas assim como toda rosa tem seus espinhos, o caminho da vida tem suas pedras. Causam cicatrizes que depois vão mostrar o quanto evoluímos, o quanto podemos ser felizes e maiores do que qualquer mal. Devo cuidar desse amor para que continue intacto, porém apenas no íntimo de minhas lembranças, em um baú trancado, escondido e protegido por um guardião divino.
Peço mais uma vez desculpas, já avisei e lembrei que sou humano e tudo isso poderia acontecer mais cedo ou mais tarde, mesmo prometendo que não iria escrever o que estou escrevendo. Não tenho medo de mostrar minhas fraquezas. Mas garanto que vou mudar para que o amor de antes não mude.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Moving On
If you
don’t miss the past days
There’s no
space in your mind
Abyss is
growing and growing, a gap for a river
Between you
and me
Can’t you
see? Are you blind?
And what I
feel is far from you
I hide away
The things
that we used to do
I pray everyday
Nightmares
won’t become true
I turn on
and play
That song
painted blue
Waiting
what happens next
If you walk
away
There’s
nothing left to say
Let’s
pretend it’s all ok
Live our life another
day
Moving on
Wish I
could be stronger
Walk along
and smile
I said over
and over, please respect
Try to
understand
It could
take a while
And what you
felt already faded
Was it
really real?
A treasure
easily traded
Slowly you
reveal
That you
have been persuaded
By other point
of view
Another you
that you created
All part of
a damn hex
If you walk
away
There’s
nothing left to say
Let’s
pretend it’s all ok
Live our life another day
Moving on
What really
happened?
What could
exist?
Can’t be
forgotten
Not like
this
My life has
changed
And changed
back
It was all
arranged
A fate track
If you walk
away
There’s
nothing left to say
Let’s
pretend it’s all ok
Live our life another day
If you walk
away
If you walk
away
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Enigma - Return To Innocence
Love - Devotion
Feeling - Emotion
Don't be afraid to be weak
Don't be too proud to be strong
Just look into your heart my friend
That will be the return to yourself
The return to innocence.
If you want, then start to laugh
If you must, then start to cry
Be yourself don't hide
Just believe in destiny.
Don't care what people say
Just follow your own way
Don't give up and use the chance
To return to innocence
That's not the beginning of the end
That's the return to yourself
The return to innocence
Apenas.
Intensidade ao extremo
Me pego sem chão. Meu rumo se perdeu no embaraço de uma mente fuzilada por lágrimas incontroláveis, fruto de um sentimento traiçoeiro que é o sofrer. Foi tudo muito intenso. Desde o começo.
Quando eu topei me adentrar nesse tal mar, não sabia que estava mergulhando de cabeça cada vez mais fundo e que seria tão cheio de tormentas e tempestades. Para mim era apenas uma experiência: se deu, deu, se não, paciência. Sentia até que não estava tão imerso quanto minha companhia... Me preocupava um pouco, me sentia frio.
Porém conforme o tempo passava, eu me identificava cada vez mais com aquilo tudo. O amor havia florido em mim. Eu me apeguei. Adotei uma criança.
Tentei cuidar com muito amor da melhor maneira possível, tentei educar do jeito que eu achava que seria melhor. Errei muito tentando acertar. Parecia uma criança velha, com conceitos enraizados e teimosia o suficiente para não concordar comigo. Foi difícil. Talvez eu não estivesse preparado. Compensaria, eu aguentaria isso até quando?
Mas eu não desisti. O amor sempre é maior. Maior que tudo. Eu não desisti.
Bati a cabeça, errei, persisti no erro, peguei prática em repetir erros, apanhei, me desgastei... E o que ganhei? Nada. Não queria algo em troca. Para mim tudo valeu a pena. Não me arrependo de nada, faria tudo novamente. Com tudo isso aprendi muito. Acho que também ensinei. Ganhei presentes divinos. Fortaleci o amor. Eu só ganhei coisas muito boas, memórias inesquecíveis que sempre guardarei no coração. Sempre.
Voltando à história... Um dia a criança se separou de mim por um tempo, depois de toda a convivência intensa. Porém eu, antes de viajar, sempre dividia minhas mágoas e pedia conselhos de adultos. A outra guardava tudo. Enquanto eu aliviava meu sufoco e me fortalecia, a outra respirava seu próprio ar, fechada em um quarto sem portas e paredes. Quando esse quartinho explodiu e pelo buraco entraram alguns mais velhos para ajudar a criança, ela cresceu. ela mudou. O sentimento mudou.
Então a mudança fria junto da distância glacial fazia meu coração ficar cada vez mais quente para manter vivo tudo que acreditava ser bom. O amor só cresceu. Quando eu encontrasse minha criança mais uma vez iria esmaga-la em meus braços, tudo voltaria ao normal, porém melhor. Os dois pareciam ter crescido.
Porém no dia do reencontro, o inesperado: a criança... Digo, a ex-criança já me olhava com outros olhos. Quis sua independência. E acabou roubando meu chão.
Durante meu desnorteamento, não pude defender o que eu acreditava. Marquei um encontro com a ex-criança. Pontuei tudo que eu tinha para expor, usei todas as minhas armas para mostrar que agora tínhamos tudo para dar certo, principalmente porque conseguíamos olhar para trás e reconhecer nossos erros, agora era só não cometê-los novamente. Missão nível fácil. Mas nada foi o suficiente porque não existe ainda um modo de mudar o sentimento. Não havia mais a magia. Houve um processo de metamorfose e o amor era outro. Então, como se não bastasse perder o chão e estar caindo no abismo, eu perdi o abismo. Estava imerso no nada. Eu era nada.
Eis que mais uma vez meus guardiões e protetores adultos mostraram-me mais uma vez o caminho iluminado e eu me aliviei. Estava me preparando para uma nova vida e para o que eu enfrentaria.
Porém... Vocês sabem... Quando você acha que está tudo certo, que já viu de tudo, o inesperado ocorre. A ex-criança havia mentido. Então percebi que não era a ex-criança. Na verdade nunca fora. Foi sempre e simplesmente a criança. E não sei se contei um detalhe, mas eu também sou uma criança (talvez isso esclareça muitas coisas). Eu também cometi faltas que sufocavam. Quando o gênio de duas crianças que pensam diferente uma da outra batem de frente, fica difícil. Mas eu conseguia lidar com isso. Tanto é que estava disposto inclusive, se preciso, passar por todos os perrengues que já passei novamente, tudo de novo. Eu enfrentaria todos os monstros da outra criança sem nenhum medo, caso fosse necessário, caso insistíssimos em reencontrá-los mais vezes, mesmo já sabendo como desviá-los. Mas a outra não. Confessou que esses monstros deixavam-na com medo. Medo o suficiente para correr, me abandonar, me ver com outros olhos.
Por que uma tinha coragem e estava crente que não precisaria enfrentar essas coisas novamente e a outra teve medo e por isso transformou seu sentimento? Talvez então não fosse uma mentira como a criança falou pra mim que era. Não existe a mentira. Só a verdade de que o amor não é o mesmo e isso basta. Não houve mentira. Talvez nunca tenha tenha havido amor de verdade...? Dizem né que quando o amor acaba é porque não era amor de verdade. Bem, o meu não acabou.
É que para mim, amor não é apenas dizer eu te amo, escrever textos, canções e poesias quilométricas, não é cobrar e ter que estar grudado um do lado do outro cem por cento do tempo. O amor é sublime. É paciente. Não cobra. Respeita. Compreende. Compartilha. O amor doa. Não é apenas palavras, é ação. Ele nunca vai embora. Ele é universal, é a força neutra que rege tudo. Ele aponta a verdade, mesmo que aparentemente seja ruim, porque a veradade nunca é ruim. Quando precisa, o amor deixa de passar a mão na cabeça. Ele até xinga na sua cara. Porque o amor só quer ver a felicidade. Amor é a vida. Amor é Deus.
A teoria por si só é cinza. Palavras nada valem se não acompanhadas de ações, da prática. sabe o ditado "Faço o que digo, não faça o que faço"? Pois é, está errado. Se você um dia disser isso, mexa-se para que deixe de ser verdade a tal frase e faça o que você diz.
Continuando com as duas crianças... Eu não sei se entendi certo, mas deu a parecer que mesmo que o sentimento tenha mudado (da outra criança), parece que ela ficou na dúvida e, como em um ato ultraromântico exagerado (para variar rs), ela quis que os dois se sacrificassem agora no começo e seguissem rumos distintos porque seria melhor para os dois, mesmo que eles se amassem e quisessem ficar juntos. Para mim, se isso é verdade (o que soa bem mais como mentira do que o que a criança havia dito anteriormente para mim rs), é papo de louco. Como isso pode ser o melhor se queremos ficar juntos e estamos (eu pelo menos estou) disposto a melhorar tudo e crescer junto com a outra? Que ousadia é essa de dizer que isso é o melhor para mim? Que tipo de pensamento é esse? Para que complicar? De onde tirou que tinha medo de enfrentar todos os problemas que passamos antes e isso era um desincentivo? Por que pra mim era o contrário, um incentivo? Será que só eu quero mudar e tenho capacidade o suficiente de administrar esses tipos de coisa? Será que a outra criança é tão cabeça dura e orgulhosa o suficiente para não querer mudar e errar os mesmos erros novamente porque é inflexível demais? Claro que não! Ela é super capaz, eu acredito nela! Mas ela aparenta estar perdida... Olha a bagunça formada...
Só sei que estou aqui para o que der e vier, nunca vou abandoná-la, já expliquei o que é amor. só quero ajudar. Quero vê-la crescer. Gostaria muito de fazer parte de sua vida. Nada nessa vida é definitivo, não podemos ter certeza de nada, tudo pode acontecer. Deus tem planos maiores para todos nós. O que tiver de ser, será, não me importarei mais com isso. A única certeza que tenho é que um dia todos nós morreremos. E o que levamos disso tudo? Bem, eu já coloquei tudo nas minhas malas...
Enquanto isso, só resta esperar. Meu coração tem a eternidade.
Te amo, beijos.
Quando eu topei me adentrar nesse tal mar, não sabia que estava mergulhando de cabeça cada vez mais fundo e que seria tão cheio de tormentas e tempestades. Para mim era apenas uma experiência: se deu, deu, se não, paciência. Sentia até que não estava tão imerso quanto minha companhia... Me preocupava um pouco, me sentia frio.
Porém conforme o tempo passava, eu me identificava cada vez mais com aquilo tudo. O amor havia florido em mim. Eu me apeguei. Adotei uma criança.
Tentei cuidar com muito amor da melhor maneira possível, tentei educar do jeito que eu achava que seria melhor. Errei muito tentando acertar. Parecia uma criança velha, com conceitos enraizados e teimosia o suficiente para não concordar comigo. Foi difícil. Talvez eu não estivesse preparado. Compensaria, eu aguentaria isso até quando?
Mas eu não desisti. O amor sempre é maior. Maior que tudo. Eu não desisti.
Bati a cabeça, errei, persisti no erro, peguei prática em repetir erros, apanhei, me desgastei... E o que ganhei? Nada. Não queria algo em troca. Para mim tudo valeu a pena. Não me arrependo de nada, faria tudo novamente. Com tudo isso aprendi muito. Acho que também ensinei. Ganhei presentes divinos. Fortaleci o amor. Eu só ganhei coisas muito boas, memórias inesquecíveis que sempre guardarei no coração. Sempre.
Voltando à história... Um dia a criança se separou de mim por um tempo, depois de toda a convivência intensa. Porém eu, antes de viajar, sempre dividia minhas mágoas e pedia conselhos de adultos. A outra guardava tudo. Enquanto eu aliviava meu sufoco e me fortalecia, a outra respirava seu próprio ar, fechada em um quarto sem portas e paredes. Quando esse quartinho explodiu e pelo buraco entraram alguns mais velhos para ajudar a criança, ela cresceu. ela mudou. O sentimento mudou.
Então a mudança fria junto da distância glacial fazia meu coração ficar cada vez mais quente para manter vivo tudo que acreditava ser bom. O amor só cresceu. Quando eu encontrasse minha criança mais uma vez iria esmaga-la em meus braços, tudo voltaria ao normal, porém melhor. Os dois pareciam ter crescido.
Porém no dia do reencontro, o inesperado: a criança... Digo, a ex-criança já me olhava com outros olhos. Quis sua independência. E acabou roubando meu chão.
Durante meu desnorteamento, não pude defender o que eu acreditava. Marquei um encontro com a ex-criança. Pontuei tudo que eu tinha para expor, usei todas as minhas armas para mostrar que agora tínhamos tudo para dar certo, principalmente porque conseguíamos olhar para trás e reconhecer nossos erros, agora era só não cometê-los novamente. Missão nível fácil. Mas nada foi o suficiente porque não existe ainda um modo de mudar o sentimento. Não havia mais a magia. Houve um processo de metamorfose e o amor era outro. Então, como se não bastasse perder o chão e estar caindo no abismo, eu perdi o abismo. Estava imerso no nada. Eu era nada.
Eis que mais uma vez meus guardiões e protetores adultos mostraram-me mais uma vez o caminho iluminado e eu me aliviei. Estava me preparando para uma nova vida e para o que eu enfrentaria.
Porém... Vocês sabem... Quando você acha que está tudo certo, que já viu de tudo, o inesperado ocorre. A ex-criança havia mentido. Então percebi que não era a ex-criança. Na verdade nunca fora. Foi sempre e simplesmente a criança. E não sei se contei um detalhe, mas eu também sou uma criança (talvez isso esclareça muitas coisas). Eu também cometi faltas que sufocavam. Quando o gênio de duas crianças que pensam diferente uma da outra batem de frente, fica difícil. Mas eu conseguia lidar com isso. Tanto é que estava disposto inclusive, se preciso, passar por todos os perrengues que já passei novamente, tudo de novo. Eu enfrentaria todos os monstros da outra criança sem nenhum medo, caso fosse necessário, caso insistíssimos em reencontrá-los mais vezes, mesmo já sabendo como desviá-los. Mas a outra não. Confessou que esses monstros deixavam-na com medo. Medo o suficiente para correr, me abandonar, me ver com outros olhos.
Por que uma tinha coragem e estava crente que não precisaria enfrentar essas coisas novamente e a outra teve medo e por isso transformou seu sentimento? Talvez então não fosse uma mentira como a criança falou pra mim que era. Não existe a mentira. Só a verdade de que o amor não é o mesmo e isso basta. Não houve mentira. Talvez nunca tenha tenha havido amor de verdade...? Dizem né que quando o amor acaba é porque não era amor de verdade. Bem, o meu não acabou.
É que para mim, amor não é apenas dizer eu te amo, escrever textos, canções e poesias quilométricas, não é cobrar e ter que estar grudado um do lado do outro cem por cento do tempo. O amor é sublime. É paciente. Não cobra. Respeita. Compreende. Compartilha. O amor doa. Não é apenas palavras, é ação. Ele nunca vai embora. Ele é universal, é a força neutra que rege tudo. Ele aponta a verdade, mesmo que aparentemente seja ruim, porque a veradade nunca é ruim. Quando precisa, o amor deixa de passar a mão na cabeça. Ele até xinga na sua cara. Porque o amor só quer ver a felicidade. Amor é a vida. Amor é Deus.
A teoria por si só é cinza. Palavras nada valem se não acompanhadas de ações, da prática. sabe o ditado "Faço o que digo, não faça o que faço"? Pois é, está errado. Se você um dia disser isso, mexa-se para que deixe de ser verdade a tal frase e faça o que você diz.
Continuando com as duas crianças... Eu não sei se entendi certo, mas deu a parecer que mesmo que o sentimento tenha mudado (da outra criança), parece que ela ficou na dúvida e, como em um ato ultraromântico exagerado (para variar rs), ela quis que os dois se sacrificassem agora no começo e seguissem rumos distintos porque seria melhor para os dois, mesmo que eles se amassem e quisessem ficar juntos. Para mim, se isso é verdade (o que soa bem mais como mentira do que o que a criança havia dito anteriormente para mim rs), é papo de louco. Como isso pode ser o melhor se queremos ficar juntos e estamos (eu pelo menos estou) disposto a melhorar tudo e crescer junto com a outra? Que ousadia é essa de dizer que isso é o melhor para mim? Que tipo de pensamento é esse? Para que complicar? De onde tirou que tinha medo de enfrentar todos os problemas que passamos antes e isso era um desincentivo? Por que pra mim era o contrário, um incentivo? Será que só eu quero mudar e tenho capacidade o suficiente de administrar esses tipos de coisa? Será que a outra criança é tão cabeça dura e orgulhosa o suficiente para não querer mudar e errar os mesmos erros novamente porque é inflexível demais? Claro que não! Ela é super capaz, eu acredito nela! Mas ela aparenta estar perdida... Olha a bagunça formada...
Só sei que estou aqui para o que der e vier, nunca vou abandoná-la, já expliquei o que é amor. só quero ajudar. Quero vê-la crescer. Gostaria muito de fazer parte de sua vida. Nada nessa vida é definitivo, não podemos ter certeza de nada, tudo pode acontecer. Deus tem planos maiores para todos nós. O que tiver de ser, será, não me importarei mais com isso. A única certeza que tenho é que um dia todos nós morreremos. E o que levamos disso tudo? Bem, eu já coloquei tudo nas minhas malas...
Enquanto isso, só resta esperar. Meu coração tem a eternidade.
Te amo, beijos.
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