Me pego sem chão. Meu rumo se perdeu no embaraço de uma mente fuzilada por lágrimas incontroláveis, fruto de um sentimento traiçoeiro que é o sofrer. Foi tudo muito intenso. Desde o começo.
Quando eu topei me adentrar nesse tal mar, não sabia que estava mergulhando de cabeça cada vez mais fundo e que seria tão cheio de tormentas e tempestades. Para mim era apenas uma experiência: se deu, deu, se não, paciência. Sentia até que não estava tão imerso quanto minha companhia... Me preocupava um pouco, me sentia frio.
Porém conforme o tempo passava, eu me identificava cada vez mais com aquilo tudo. O amor havia florido em mim. Eu me apeguei. Adotei uma criança.
Tentei cuidar com muito amor da melhor maneira possível, tentei educar do jeito que eu achava que seria melhor. Errei muito tentando acertar. Parecia uma criança velha, com conceitos enraizados e teimosia o suficiente para não concordar comigo. Foi difícil. Talvez eu não estivesse preparado. Compensaria, eu aguentaria isso até quando?
Mas eu não desisti. O amor sempre é maior. Maior que tudo. Eu não desisti.
Bati a cabeça, errei, persisti no erro, peguei prática em repetir erros, apanhei, me desgastei... E o que ganhei? Nada. Não queria algo em troca. Para mim tudo valeu a pena. Não me arrependo de nada, faria tudo novamente. Com tudo isso aprendi muito. Acho que também ensinei. Ganhei presentes divinos. Fortaleci o amor. Eu só ganhei coisas muito boas, memórias inesquecíveis que sempre guardarei no coração. Sempre.
Voltando à história... Um dia a criança se separou de mim por um tempo, depois de toda a convivência intensa. Porém eu, antes de viajar, sempre dividia minhas mágoas e pedia conselhos de adultos. A outra guardava tudo. Enquanto eu aliviava meu sufoco e me fortalecia, a outra respirava seu próprio ar, fechada em um quarto sem portas e paredes. Quando esse quartinho explodiu e pelo buraco entraram alguns mais velhos para ajudar a criança, ela cresceu. ela mudou. O sentimento mudou.
Então a mudança fria junto da distância glacial fazia meu coração ficar cada vez mais quente para manter vivo tudo que acreditava ser bom. O amor só cresceu. Quando eu encontrasse minha criança mais uma vez iria esmaga-la em meus braços, tudo voltaria ao normal, porém melhor. Os dois pareciam ter crescido.
Porém no dia do reencontro, o inesperado: a criança... Digo, a ex-criança já me olhava com outros olhos. Quis sua independência. E acabou roubando meu chão.
Durante meu desnorteamento, não pude defender o que eu acreditava. Marquei um encontro com a ex-criança. Pontuei tudo que eu tinha para expor, usei todas as minhas armas para mostrar que agora tínhamos tudo para dar certo, principalmente porque conseguíamos olhar para trás e reconhecer nossos erros, agora era só não cometê-los novamente. Missão nível fácil. Mas nada foi o suficiente porque não existe ainda um modo de mudar o sentimento. Não havia mais a magia. Houve um processo de metamorfose e o amor era outro. Então, como se não bastasse perder o chão e estar caindo no abismo, eu perdi o abismo. Estava imerso no nada. Eu era nada.
Eis que mais uma vez meus guardiões e protetores adultos mostraram-me mais uma vez o caminho iluminado e eu me aliviei. Estava me preparando para uma nova vida e para o que eu enfrentaria.
Porém... Vocês sabem... Quando você acha que está tudo certo, que já viu de tudo, o inesperado ocorre. A ex-criança havia mentido. Então percebi que não era a ex-criança. Na verdade nunca fora. Foi sempre e simplesmente a criança. E não sei se contei um detalhe, mas eu também sou uma criança (talvez isso esclareça muitas coisas). Eu também cometi faltas que sufocavam. Quando o gênio de duas crianças que pensam diferente uma da outra batem de frente, fica difícil. Mas eu conseguia lidar com isso. Tanto é que estava disposto inclusive, se preciso, passar por todos os perrengues que já passei novamente, tudo de novo. Eu enfrentaria todos os monstros da outra criança sem nenhum medo, caso fosse necessário, caso insistíssimos em reencontrá-los mais vezes, mesmo já sabendo como desviá-los. Mas a outra não. Confessou que esses monstros deixavam-na com medo. Medo o suficiente para correr, me abandonar, me ver com outros olhos.
Por que uma tinha coragem e estava crente que não precisaria enfrentar essas coisas novamente e a outra teve medo e por isso transformou seu sentimento? Talvez então não fosse uma mentira como a criança falou pra mim que era. Não existe a mentira. Só a verdade de que o amor não é o mesmo e isso basta. Não houve mentira. Talvez nunca tenha tenha havido amor de verdade...? Dizem né que quando o amor acaba é porque não era amor de verdade. Bem, o meu não acabou.
É que para mim, amor não é apenas dizer eu te amo, escrever textos, canções e poesias quilométricas, não é cobrar e ter que estar grudado um do lado do outro cem por cento do tempo. O amor é sublime. É paciente. Não cobra. Respeita. Compreende. Compartilha. O amor doa. Não é apenas palavras, é ação. Ele nunca vai embora. Ele é universal, é a força neutra que rege tudo. Ele aponta a verdade, mesmo que aparentemente seja ruim, porque a veradade nunca é ruim. Quando precisa, o amor deixa de passar a mão na cabeça. Ele até xinga na sua cara. Porque o amor só quer ver a felicidade. Amor é a vida. Amor é Deus.
A teoria por si só é cinza. Palavras nada valem se não acompanhadas de ações, da prática. sabe o ditado "Faço o que digo, não faça o que faço"? Pois é, está errado. Se você um dia disser isso, mexa-se para que deixe de ser verdade a tal frase e faça o que você diz.
Continuando com as duas crianças... Eu não sei se entendi certo, mas deu a parecer que mesmo que o sentimento tenha mudado (da outra criança), parece que ela ficou na dúvida e, como em um ato ultraromântico exagerado (para variar rs), ela quis que os dois se sacrificassem agora no começo e seguissem rumos distintos porque seria melhor para os dois, mesmo que eles se amassem e quisessem ficar juntos. Para mim, se isso é verdade (o que soa bem mais como mentira do que o que a criança havia dito anteriormente para mim rs), é papo de louco. Como isso pode ser o melhor se queremos ficar juntos e estamos (eu pelo menos estou) disposto a melhorar tudo e crescer junto com a outra? Que ousadia é essa de dizer que isso é o melhor para mim? Que tipo de pensamento é esse? Para que complicar? De onde tirou que tinha medo de enfrentar todos os problemas que passamos antes e isso era um desincentivo? Por que pra mim era o contrário, um incentivo? Será que só eu quero mudar e tenho capacidade o suficiente de administrar esses tipos de coisa? Será que a outra criança é tão cabeça dura e orgulhosa o suficiente para não querer mudar e errar os mesmos erros novamente porque é inflexível demais? Claro que não! Ela é super capaz, eu acredito nela! Mas ela aparenta estar perdida... Olha a bagunça formada...
Só sei que estou aqui para o que der e vier, nunca vou abandoná-la, já expliquei o que é amor. só quero ajudar. Quero vê-la crescer. Gostaria muito de fazer parte de sua vida. Nada nessa vida é definitivo, não podemos ter certeza de nada, tudo pode acontecer. Deus tem planos maiores para todos nós. O que tiver de ser, será, não me importarei mais com isso. A única certeza que tenho é que um dia todos nós morreremos. E o que levamos disso tudo? Bem, eu já coloquei tudo nas minhas malas...
Enquanto isso, só resta esperar. Meu coração tem a eternidade.
Te amo, beijos.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
sábado, 4 de junho de 2011
Chega
Quando você não consegue ser você mesmo, você fica louco. Eu sempre fui louco, mas dessa vez eu fui um pouco longe demais. Me contorci para desviar de obstáculos e só facilitei para colidir com o indesejável. Aquele muro que todos temem, mas mesmo sem saber adoram bater de cara: o sofrimento.
Não nasci para ser racional. De vez em quando um pouco de noção é bom, mas ignorar o que o coração tem para falar... O coitado já está afogado em sangue, ainda é ignorado...
Aprofundei em minha loucura para ver se a curava e parece que só piorou. Estou abandonando essa missão.
Dói muito nadar contra uma correnteza criada por nós mesmos. Interpretar um demônio de nossas mentes é ainda pior. Usar uma máscara de demônio nadando contra a correnteza e mentir é o fim. Chega.
Voltarei aos dias de antigamente... Fingir que nada acontece. Até porque, se já aconteceu, já não possui nenhuma utilidade. Devemos passar por cima e continuar, apenas sendo verdadeiros de agora em diante. Tentar melhorar sempre. Voltarei ao dia em que conheci o facilitador de todo o meu pesadelo e tornarei esse momento real novamente.
E vou rezar.
Não nasci para ser racional. De vez em quando um pouco de noção é bom, mas ignorar o que o coração tem para falar... O coitado já está afogado em sangue, ainda é ignorado...
Aprofundei em minha loucura para ver se a curava e parece que só piorou. Estou abandonando essa missão.
Dói muito nadar contra uma correnteza criada por nós mesmos. Interpretar um demônio de nossas mentes é ainda pior. Usar uma máscara de demônio nadando contra a correnteza e mentir é o fim. Chega.
Voltarei aos dias de antigamente... Fingir que nada acontece. Até porque, se já aconteceu, já não possui nenhuma utilidade. Devemos passar por cima e continuar, apenas sendo verdadeiros de agora em diante. Tentar melhorar sempre. Voltarei ao dia em que conheci o facilitador de todo o meu pesadelo e tornarei esse momento real novamente.
E vou rezar.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Loucura
É, talvez eu mereça mesmo.
Existem coisas que acontecem e não mudam. Existem coisas que não dependem só de nós.
Às vezes o caminho é só de ida. Não há volta. Não há perdão. Não por parte de outros.
Mas talvez eu mereça isso.
Sou mau, exerço a defesa em forma de ataque ilógico. Onde eu fui parar? Quem é esse? Eu não sou isso, não mesmo.
Ou talvez seja a minha sombra crescendo... Talvez eu esteja imerso nela. Preciso voltar para a luz para deixa-la em seu cantinho, apenas projetada onde piso. Está faltando Jesus em mim, preciso perdoar.
Também preciso aceitar. Mais uma vez... Estou ficando louco. Louquíssimo. Simplesmente estou indo contra tudo que eu mesmo adotei para mim como verdade. Estou cometendo um dos maiores pecados. Estou fazendo o errado sabendo o que é o certo. Pior é perceber que estou acomodado. Me abandonei. Implantei em meu coração todo o mal que eu criei.
E o ataque ilógico... Quem estou querendo atacar mesmo? Como posso atacar alguém que não sente dor? Por que atacar alguém? Novamente... Onde eu estou?
E esse é o caminho que eu tomei. Consciente ou não, é onde eu vim parar. Sabe aquela sensação de tristeza, que tudo podia ser diferente e que por burrice, infantilidade, imaturidade, besteira, vício em sofrer você está em lugar que não queria estar? Conhece o ditado "Mais vale um pássaro na mão do que dois voando"? Pois é, no meu caso eu não tenho nenhum pássaro. E a tendência é só de voar e voar... Cada vez mais longe. Dou um passo no caminho do abandono, é o bater de uma asa.
Não há mais volta. Mas eu posso continuar. Posso mudar o caminho. Eu posso. Sem pássaro nenhum, mas posso. E não é porque estou sozinho que deixo de rezar pela minha companhia ausente. Mas cada um em seu novo caminho...
E por que teve que ser assim? Ah é, porque sou burro. Será que precisava ser assim? Ok, chega, estou me prendendo muito ao passado, o que já foi, já era.
Eu mereço tudo isso e ponto final. Seja o que Deus quiser a partir de agora e continuemos. Quem sabe o pássaro volta... Mesmo que só para cantar e fugir logo depois.
Eu não sei mais o que estou fazendo.
Existem coisas que acontecem e não mudam. Existem coisas que não dependem só de nós.
Às vezes o caminho é só de ida. Não há volta. Não há perdão. Não por parte de outros.
Mas talvez eu mereça isso.
Sou mau, exerço a defesa em forma de ataque ilógico. Onde eu fui parar? Quem é esse? Eu não sou isso, não mesmo.
Ou talvez seja a minha sombra crescendo... Talvez eu esteja imerso nela. Preciso voltar para a luz para deixa-la em seu cantinho, apenas projetada onde piso. Está faltando Jesus em mim, preciso perdoar.
Também preciso aceitar. Mais uma vez... Estou ficando louco. Louquíssimo. Simplesmente estou indo contra tudo que eu mesmo adotei para mim como verdade. Estou cometendo um dos maiores pecados. Estou fazendo o errado sabendo o que é o certo. Pior é perceber que estou acomodado. Me abandonei. Implantei em meu coração todo o mal que eu criei.
E o ataque ilógico... Quem estou querendo atacar mesmo? Como posso atacar alguém que não sente dor? Por que atacar alguém? Novamente... Onde eu estou?
E esse é o caminho que eu tomei. Consciente ou não, é onde eu vim parar. Sabe aquela sensação de tristeza, que tudo podia ser diferente e que por burrice, infantilidade, imaturidade, besteira, vício em sofrer você está em lugar que não queria estar? Conhece o ditado "Mais vale um pássaro na mão do que dois voando"? Pois é, no meu caso eu não tenho nenhum pássaro. E a tendência é só de voar e voar... Cada vez mais longe. Dou um passo no caminho do abandono, é o bater de uma asa.
Não há mais volta. Mas eu posso continuar. Posso mudar o caminho. Eu posso. Sem pássaro nenhum, mas posso. E não é porque estou sozinho que deixo de rezar pela minha companhia ausente. Mas cada um em seu novo caminho...
E por que teve que ser assim? Ah é, porque sou burro. Será que precisava ser assim? Ok, chega, estou me prendendo muito ao passado, o que já foi, já era.
Eu mereço tudo isso e ponto final. Seja o que Deus quiser a partir de agora e continuemos. Quem sabe o pássaro volta... Mesmo que só para cantar e fugir logo depois.
Eu não sei mais o que estou fazendo.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Em um jogo de xadrez
Em um jogo de xadrez
Começa com um plano
Troca peão por cavalo
E acha que vai ganhar
Em um jogo de xadrez
Muitas coisas acontecem
Você pode não as enxerga
E depois perder o controle
Em um jogo de xadrez
O tempo passa e nos esquece
O pensamento tolo amolece
E sonha acordado
Em um jogo de xadrez
Não sabe o que fazer
Quer jogar as peças para o alto
E sair em paz
Em um jogo de xadrez
Apela para a covardia
Move as peças sem pensar
E recebe xeque-mate
Apenas um jogo de xadrez
Descompassado e em conflito
Como a mente de quem joga
E a de quem escreve
Em um jogo...
Começa com um plano
Troca peão por cavalo
E acha que vai ganhar
Em um jogo de xadrez
Muitas coisas acontecem
Você pode não as enxerga
E depois perder o controle
Em um jogo de xadrez
O tempo passa e nos esquece
O pensamento tolo amolece
E sonha acordado
Em um jogo de xadrez
Não sabe o que fazer
Quer jogar as peças para o alto
E sair em paz
Em um jogo de xadrez
Apela para a covardia
Move as peças sem pensar
E recebe xeque-mate
Apenas um jogo de xadrez
Descompassado e em conflito
Como a mente de quem joga
E a de quem escreve
Em um jogo...
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Prece
Não sigo minhas próprias regras
Jogo tudo para o alto
Perco-me de mim mesmo
O tempo que passa não volta
Construo castelos com palitos de fósforos
Bato pedras até saírem faíscas
Lágrimas evaporam com o calor formado
Formam nuvens densas
Chuva ácida cai sobre mim
Caos no mesmo metro quadrado
Basta apenas um passo
E continuo sentado
Com uma fonte de pensamentos ligada e minha mente
E preguiça que seca tudo
Por que estou onde estou mesmo?
Enlouqueci com minha própria loucura
Exagerei interpretações da minha fantasia
Vivi o irreal
Infantilizei meus atos
Falei mas não fiz
Sei o que é certo mas fico parado
Tenho vergonha e não faço nada
Como se palavras agissem por si só
Indo contra a minha religião
Princípios
Princípios que cobram
Princípios que fascinam
Que me enfeitiçaram
Junto com o que antes era apenas superficial
No mais puro sentido da palavra
E agora em conjunto com a pureza de uma alma
Prendem-me
Acorrentam-me
Deixam-me confuso
Abobado
É só mais uma alma
Agora tente me convencer
Já não sou dono de mim mesmo
Esqueci como é ser total autêntico
Como se fosse um escudo
Proteção contra um monstro que tanto desejo
Escudo burro
Proteção desnecessária
Desnecessária?
Estou perdido
E o pior é que sei o caminho de volta
Mas toda vez que vejo o monstro novamente
Caio na tentação
É como um vício
É egoísmo
Não posso domesticar algo desse jeito
Não depende só de mim
Se o monstro quiser, ele que fique
Não quero aprofundar-me mais nesse abismo
Não sou um perdido
O perdido é que faz parte de mim
Mas voltarei a dominá-lo
Voltarei para meu trilho
Voltarei para a luz
Basta seguir os passos
Que com urgência preciso escrever em tom de confissão
Desabafo
Para mim mesmo
Registro
Apoio para meu auto-exorcismo
E aqui estão
Ser eu mesmo
Fazer o que é certo quando o errado é um inimigo conhecido
Focar-me
Rezar
Amar
Deixar estar
Não há vergonha nessa exposição
Feridas são feias mas médicos precisam ver para tratar
No caso eu sou meu próprio doutor
Não entendo minha letra
Há uma necessidade de um registro digital
Regularidade
Documento que talvez possa ajudar outros doentes
Com doenças semelhantes
Documento de aviso
Aviso para os vírus desinformados
Vírus causadores desse estrago
Que nada têm a ver
Apenas foram mal interpretados
A má interpretação que o meu DNA fez do vírus é que causou tudo isso
O vírus apenas quer ter sua vida
Nem precisa de mim
Da minha doença
Da minha saúde
De mim
O vírus na verdade nem é vírus
É um unicórnio
E ele nem sabe
Não sabe
Porque talvez não seja mesmo
Tanto vírus quanto unicórnio
São frutos de minhas alucinações
O ser em questão
É apenas uma vítima de minhas loucuras
É apenas um ser
E que o Senhor olhe por esse ser
Eternamente
Muito obrigado por tudo meu Deus
Que assim seja
Amém
Jogo tudo para o alto
Perco-me de mim mesmo
O tempo que passa não volta
Construo castelos com palitos de fósforos
Bato pedras até saírem faíscas
Lágrimas evaporam com o calor formado
Formam nuvens densas
Chuva ácida cai sobre mim
Caos no mesmo metro quadrado
Basta apenas um passo
E continuo sentado
Com uma fonte de pensamentos ligada e minha mente
E preguiça que seca tudo
Por que estou onde estou mesmo?
Enlouqueci com minha própria loucura
Exagerei interpretações da minha fantasia
Vivi o irreal
Infantilizei meus atos
Falei mas não fiz
Sei o que é certo mas fico parado
Tenho vergonha e não faço nada
Como se palavras agissem por si só
Indo contra a minha religião
Princípios
Princípios que cobram
Princípios que fascinam
Que me enfeitiçaram
Junto com o que antes era apenas superficial
No mais puro sentido da palavra
E agora em conjunto com a pureza de uma alma
Prendem-me
Acorrentam-me
Deixam-me confuso
Abobado
É só mais uma alma
Agora tente me convencer
Já não sou dono de mim mesmo
Esqueci como é ser total autêntico
Como se fosse um escudo
Proteção contra um monstro que tanto desejo
Escudo burro
Proteção desnecessária
Desnecessária?
Estou perdido
E o pior é que sei o caminho de volta
Mas toda vez que vejo o monstro novamente
Caio na tentação
É como um vício
É egoísmo
Não posso domesticar algo desse jeito
Não depende só de mim
Se o monstro quiser, ele que fique
Não quero aprofundar-me mais nesse abismo
Não sou um perdido
O perdido é que faz parte de mim
Mas voltarei a dominá-lo
Voltarei para meu trilho
Voltarei para a luz
Basta seguir os passos
Que com urgência preciso escrever em tom de confissão
Desabafo
Para mim mesmo
Registro
Apoio para meu auto-exorcismo
E aqui estão
Ser eu mesmo
Fazer o que é certo quando o errado é um inimigo conhecido
Focar-me
Rezar
Amar
Deixar estar
Não há vergonha nessa exposição
Feridas são feias mas médicos precisam ver para tratar
No caso eu sou meu próprio doutor
Não entendo minha letra
Há uma necessidade de um registro digital
Regularidade
Documento que talvez possa ajudar outros doentes
Com doenças semelhantes
Documento de aviso
Aviso para os vírus desinformados
Vírus causadores desse estrago
Que nada têm a ver
Apenas foram mal interpretados
A má interpretação que o meu DNA fez do vírus é que causou tudo isso
O vírus apenas quer ter sua vida
Nem precisa de mim
Da minha doença
Da minha saúde
De mim
O vírus na verdade nem é vírus
É um unicórnio
E ele nem sabe
Não sabe
Porque talvez não seja mesmo
Tanto vírus quanto unicórnio
São frutos de minhas alucinações
O ser em questão
É apenas uma vítima de minhas loucuras
É apenas um ser
E que o Senhor olhe por esse ser
Eternamente
Muito obrigado por tudo meu Deus
Que assim seja
Amém
domingo, 29 de maio de 2011
+ 1 = 0
Já esteve presente
Sem ser notado?
Ser um fantasma, um louco
Disfarçado?
Fez tudo e não deu, indiretas diretas
Limite esgotado
Disse que sim quando era não
Amor mascarado
Mas olhe ao seu redor
Alguém olha por você
Você não vê quem te quer?
Nem sei se tentou perceber
E no final o que importa
A alma ou a imagem torta
De um mundo onde sou...
Explique pra mim
O que é moral?
Fale um pouco do seu gosto
Do bem e do mal
Diga que raios há de errado em mim
Já vi que nunca ficaremos juntos
Não assim
Mas olhe ao seu redor
Alguém olha por você
Você não vê quem te quer?
Nem sei se tentou perceber
E no final o que importa
A alma ou a imagem torta
De um mundo onde sou...
Seria tão bom
Se dependesse de mim
Seria a pessoa mais feliz
Mas o ideal doente
Quer por um fim
No que é perfeito e simples
Não há problema
Se não há solução
Não insista em sofrer
Deixe estar
Viva o agora
E agradeça o amanhecer
Agradeça o amanhecer
Agradeça o amanhecer
Então olhe ao seu redor
E diga o que você vê?
Perdoe e tente enteder
Como Deus faz com você
Existem muitas outras coisas
Olhe além do comum
Em um mundo onde sou
Mais um
Sem ser notado?
Ser um fantasma, um louco
Disfarçado?
Fez tudo e não deu, indiretas diretas
Limite esgotado
Disse que sim quando era não
Amor mascarado
Mas olhe ao seu redor
Alguém olha por você
Você não vê quem te quer?
Nem sei se tentou perceber
E no final o que importa
A alma ou a imagem torta
De um mundo onde sou...
Explique pra mim
O que é moral?
Fale um pouco do seu gosto
Do bem e do mal
Diga que raios há de errado em mim
Já vi que nunca ficaremos juntos
Não assim
Mas olhe ao seu redor
Alguém olha por você
Você não vê quem te quer?
Nem sei se tentou perceber
E no final o que importa
A alma ou a imagem torta
De um mundo onde sou...
Seria tão bom
Se dependesse de mim
Seria a pessoa mais feliz
Mas o ideal doente
Quer por um fim
No que é perfeito e simples
Não há problema
Se não há solução
Não insista em sofrer
Deixe estar
Viva o agora
E agradeça o amanhecer
Agradeça o amanhecer
Agradeça o amanhecer
Então olhe ao seu redor
E diga o que você vê?
Perdoe e tente enteder
Como Deus faz com você
Existem muitas outras coisas
Olhe além do comum
Em um mundo onde sou
Mais um
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Angústia
O pouco do calor que restava em meu corpo ia embora como águas correm em direção ao vasto oceano desconhecido. Pedras de sal saiam de meu canal lacrimal e eu já não enxergava mais. O veneno ártico circulava em minhas veias e deformava minha superfície, junto do ácido que tomava o lugar de borboletas em meu estômago. O desespero deformava as minhas vibrações e alterava o rítmo do meu coração. Um vazio completo era tangível dentro de alguém que costuma sentir Deus em seu mais profundo íntimo. Uma distração totalmente caótica. É como se cada minuto passado fosse uma chance a mais de se cair no esquecimento...
Quando uma pedra acerta nosso estômago, normalmente as coisas ficam mal. Mas melhoram. Por isso é que não foi normal sentir o efeito prolongado de uma pedra que nem era tão grande assim. Acho que eu realmente queria sentir a dor e aproveitei cada segundo de tal sensação, mesmo que essa fosse a menor possível.
Não é a toa que dizem para termos cuidado com o que desejamos...
Agora o que eu achei que tinha certeza já não tenho mais. Não sei mais nada. Pior do que estar no caminho errado é estar perdido. E já não sei mais o que é bom, só sei o que não é. Então... Estaria perdido? A pergunta entrega minha situação.
Quero retirar o que disse. Não tenho orgulho, mas também não volto atrás. Por isso retiro o que disse e mudo meu futuro a partir de agora, tentado colocar em prática o que sempre soube que era melhor, quando a inocência me preenche e apenas amo tudo por nada. É o natural.
Bem de uma coisa eu sei: não recusarei mais ajudas. Também tentarei entrar em harmonia comigo mesmo e aprender a satisfazer minhas vontades. não morrerei por causa disso, não peco por isso, não faço mal a ninguém. Apenas observo como é o prazer humano enquanto ainda estou no corpo de um.
Quando uma pedra acerta nosso estômago, normalmente as coisas ficam mal. Mas melhoram. Por isso é que não foi normal sentir o efeito prolongado de uma pedra que nem era tão grande assim. Acho que eu realmente queria sentir a dor e aproveitei cada segundo de tal sensação, mesmo que essa fosse a menor possível.
Não é a toa que dizem para termos cuidado com o que desejamos...
Agora o que eu achei que tinha certeza já não tenho mais. Não sei mais nada. Pior do que estar no caminho errado é estar perdido. E já não sei mais o que é bom, só sei o que não é. Então... Estaria perdido? A pergunta entrega minha situação.
Quero retirar o que disse. Não tenho orgulho, mas também não volto atrás. Por isso retiro o que disse e mudo meu futuro a partir de agora, tentado colocar em prática o que sempre soube que era melhor, quando a inocência me preenche e apenas amo tudo por nada. É o natural.
Bem de uma coisa eu sei: não recusarei mais ajudas. Também tentarei entrar em harmonia comigo mesmo e aprender a satisfazer minhas vontades. não morrerei por causa disso, não peco por isso, não faço mal a ninguém. Apenas observo como é o prazer humano enquanto ainda estou no corpo de um.
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