Não, não procurarei um tema inspirador para escrever algo bonito, quando se há um monte de poesias melhores em forma de flores nos campos e bosques escandinavos, brasileiros, mundanos e oníricos.
Palavras que se perpetuam como uma mancha estão fora de moda. Até porque nem mesmo as manchas são eternas. A efemeridade é o novo velho que sempre existiu mas nunca foi notado. Ou é notado apenas por poucos.
Palavras aleatórias e efêmeras são o que têm o poder. Muitas vezes a aleatoriedade pode juntar peças que montem um quebra cabeça, assim como as partículas nos primódios do planeta que sofreram descargas elétricas e por acaso combinaram-se de modo único, surgindo assim a primeira forma de vida. Não que eu acredite no acaso, até mesmo a aleatoriedade é planejada de acordo com as leis universais. Mas o que realmente importa é o resultado que se tem depois e a marca que ele deixa na alma. Isso sim é eterno e de suma importância.
Acho que por enquanto isso sacia minha vontade de escrever alguma coisa que eu não sabia o q.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
O vaso quebrado
Um vaso cai e quebra. É a física. É a física mecânica. É a mecânica. É como tudo acontece. É o material. É o vaso desforme. É o vaso espalhado. São pedaços de um inteiro. É um inteiro com intervalos. É a visão sobre algo que é como é não somente porque simplesmente é e ponto. Existe um ensinamento oculto por trás disso.
As leis que regem tudo, são na verdade uma só. Tudo é um só. O absolto é tudo.
O vaso não existe. Existe apenas de modo ilusório para elevar os que estão em busca de se tornar novamente parte do tudo, de modo consciente.
As vezes nos pegamos tão imersos na ilusão de um vaso quebrado, que esquecemos de como é bom fazer parte do universo. Ser único entre únicos, que são um só.
Quando o egocentrismo, narcisismo e egoismo nos combrem com seus mantos ilusórios, queremos brilhar mais que os outros. Ser invisível é o último recurso. Queremos ser um vaso inteiro, objetivamente falando.
Mas um vaso quebrado também é inteiro. Só não está organizado da mesma forma que um vaso intacto. Sua forma impede de receber a mesma função do outro, e é descartado, jogado fora. Mas ele não sumirá, o vaso é indestrutível. Pode virar carbono, ser decomposto, corroído, reciclado, triturado... Sua matéria estará vagando em algum lugar, sempre cumprindo seu papel, o papel universal, que é maior que o papel do vaso intacto, um simples vaso que está preso à sua imagem inventada e sem valor para a natureza, o planeta, o sistema solar, as estrelas, as galáxias, o infinito, o absoluto. O vaso quebrado pode até não ser mais reconhecido, estar escondido entre outros objetos alheios. Mas sua nobre existência é inegável. Sua missão ainda é divina.
As leis que regem tudo, são na verdade uma só. Tudo é um só. O absolto é tudo.
O vaso não existe. Existe apenas de modo ilusório para elevar os que estão em busca de se tornar novamente parte do tudo, de modo consciente.
As vezes nos pegamos tão imersos na ilusão de um vaso quebrado, que esquecemos de como é bom fazer parte do universo. Ser único entre únicos, que são um só.
Quando o egocentrismo, narcisismo e egoismo nos combrem com seus mantos ilusórios, queremos brilhar mais que os outros. Ser invisível é o último recurso. Queremos ser um vaso inteiro, objetivamente falando.
Mas um vaso quebrado também é inteiro. Só não está organizado da mesma forma que um vaso intacto. Sua forma impede de receber a mesma função do outro, e é descartado, jogado fora. Mas ele não sumirá, o vaso é indestrutível. Pode virar carbono, ser decomposto, corroído, reciclado, triturado... Sua matéria estará vagando em algum lugar, sempre cumprindo seu papel, o papel universal, que é maior que o papel do vaso intacto, um simples vaso que está preso à sua imagem inventada e sem valor para a natureza, o planeta, o sistema solar, as estrelas, as galáxias, o infinito, o absoluto. O vaso quebrado pode até não ser mais reconhecido, estar escondido entre outros objetos alheios. Mas sua nobre existência é inegável. Sua missão ainda é divina.
domingo, 10 de outubro de 2010
Resultado de uma meditação interrompida
Preciso meditar. Estou sempre precisando meditar. Adiando, adiando, adiando... E quando vejo, estou sufocado pelos problemas que tento sufocar.
Eu chego a enforcá-los. Aperto com força seus pescoços. Sinto suas goelas amassada na minha mão. E quando me deparo com a morte, me espanto e perco as forças.
Não é assim que deve-se resolver as coisas. Temos que sentar e conversar até colocar os pingos em todos os "i"s. É que é uma conversa longa, e o rumo dela só Deus conhece, não posso simplesmente inventar um final para uma conversa não terminada. É todo um processo passivo, onde simplesmente espero a resposta do outro.
Das últimas vezes que tentei imaginar a conversa, antes mesmo de iniciá-la, eu cheguei a criar vários caminhos os quais ela poderia tomar. Filosofei muito e morri em uma bifurcação. De um lado está tudo certo, do outro, tudo errado. Só um caminho me leva para onde o Sol encontra-se. Pode ser também que não seja necessário escolher um dos caminhos, porque pode ser que não sejam relevantes, pode ser que eu possa pisar na grama que há entre os dois e andar pelo pasto verde até o amanhecer.
Eu de nada sei. Só adio o meu encontro com a resposta, com a seta que me guiaria para o certo.
Parece que é o problema da minha vida e que não consigo prosseguir mais enquanto não resolvê-lo. Fico preso em confusão e entregue à perdição.
Voltando aos caminhos encontrados... Eles são caminhos opostos. Na placa dos dois há a indicação de um problema que já nasceu comigo. Porém, enquanto em uma fala para eu caminhar o caminho todo com o problema para que eu possa chegar ao Sol, a outra diz para que eu destrua o problema, caso contrário não alcanço meu objetivo. A segunda, pela lógica, parece ser mais adequada. Mas... E se o problema não for um problema de verdade? E se eu estiver delirando e me afogando sozinho? E se o mundo me deixou louco? E se nada disso importa e apenas perco tempo com uma indecisão que me mata aos poucos? Mas... E se importar? Eu realmente quero chegar onde o Sol está... Só isso importa. O resto eu me viro, faço qualquer coisa. Mas pelo amor... Ah é, lembrei que não importa o quanto eu reclame ou peça ajuda, nada vai acontecer. Apenas devo parar de adiar a minha conversa e simplesmente escutar a resposta da minha pergunta: O meu problema é realmente um problema que me impede de chegar ao Sol?
Eu chego a enforcá-los. Aperto com força seus pescoços. Sinto suas goelas amassada na minha mão. E quando me deparo com a morte, me espanto e perco as forças.
Não é assim que deve-se resolver as coisas. Temos que sentar e conversar até colocar os pingos em todos os "i"s. É que é uma conversa longa, e o rumo dela só Deus conhece, não posso simplesmente inventar um final para uma conversa não terminada. É todo um processo passivo, onde simplesmente espero a resposta do outro.
Das últimas vezes que tentei imaginar a conversa, antes mesmo de iniciá-la, eu cheguei a criar vários caminhos os quais ela poderia tomar. Filosofei muito e morri em uma bifurcação. De um lado está tudo certo, do outro, tudo errado. Só um caminho me leva para onde o Sol encontra-se. Pode ser também que não seja necessário escolher um dos caminhos, porque pode ser que não sejam relevantes, pode ser que eu possa pisar na grama que há entre os dois e andar pelo pasto verde até o amanhecer.
Eu de nada sei. Só adio o meu encontro com a resposta, com a seta que me guiaria para o certo.
Parece que é o problema da minha vida e que não consigo prosseguir mais enquanto não resolvê-lo. Fico preso em confusão e entregue à perdição.
Voltando aos caminhos encontrados... Eles são caminhos opostos. Na placa dos dois há a indicação de um problema que já nasceu comigo. Porém, enquanto em uma fala para eu caminhar o caminho todo com o problema para que eu possa chegar ao Sol, a outra diz para que eu destrua o problema, caso contrário não alcanço meu objetivo. A segunda, pela lógica, parece ser mais adequada. Mas... E se o problema não for um problema de verdade? E se eu estiver delirando e me afogando sozinho? E se o mundo me deixou louco? E se nada disso importa e apenas perco tempo com uma indecisão que me mata aos poucos? Mas... E se importar? Eu realmente quero chegar onde o Sol está... Só isso importa. O resto eu me viro, faço qualquer coisa. Mas pelo amor... Ah é, lembrei que não importa o quanto eu reclame ou peça ajuda, nada vai acontecer. Apenas devo parar de adiar a minha conversa e simplesmente escutar a resposta da minha pergunta: O meu problema é realmente um problema que me impede de chegar ao Sol?
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Choque de uma mensagem
A partir do momento que vestimos a carne dos que não têm mínima noção de onde seus restos materiais iriam parar depois de sua morte, causa-se um transtorno na vida e mente de muitos.
Há um significado digno e maior por trás de um aparente ato de brutalidade. Há uma elevação no trabalho divino onde o impacto deve ser grande mesmo para que o objetivo cumpra-se.
O preço por isso talvez é que tenha sido esquecido.
Talvez o impulso tenha cegado momentaneamente quem pensou na criação da mensagem transformadora. Não viu o impacto espiritual que causaria um sangue derramado de inocentes que não fosse para a sobrevivência de outros.
Pode ser que não tenha sido em vão, que haja mudança na vida de muitos e para melhor. Mas será que vale a pena? É realmente divina a causa? Divina a ponto de acabar com a vida?
Acho que um planejamento prévio é necessário e espero sinceramente que o objetivo de tudo isso tenha sido cumprido. Se não... Tudo bem, eu perdoo.
Há um significado digno e maior por trás de um aparente ato de brutalidade. Há uma elevação no trabalho divino onde o impacto deve ser grande mesmo para que o objetivo cumpra-se.
O preço por isso talvez é que tenha sido esquecido.
Talvez o impulso tenha cegado momentaneamente quem pensou na criação da mensagem transformadora. Não viu o impacto espiritual que causaria um sangue derramado de inocentes que não fosse para a sobrevivência de outros.
Pode ser que não tenha sido em vão, que haja mudança na vida de muitos e para melhor. Mas será que vale a pena? É realmente divina a causa? Divina a ponto de acabar com a vida?
Acho que um planejamento prévio é necessário e espero sinceramente que o objetivo de tudo isso tenha sido cumprido. Se não... Tudo bem, eu perdoo.
Liberdade atrasada
Acordei um dia de bem com a vida. A engrenagem que movimentava o sentimento de libertação girava aceleradamente. Tudo que era perceptível ao meu redor ampliava sua capacidade de ser percebido. Já era possível ser apenas o que se sentia. Era o individual tornando-se o coletivo, que na veradade, é uma coisa só.
Uma das coisas loucas que leio em minha vida bateu à minha porta, a vontade louca de correr nu pelas matas e mangues, sentir o vento e a imersão no parangolé da vida. Nada disso foi idéia minha, mas confesso que tomei para mim algo que já fazia parte de mim no momento em que abri as portas para o mundo.
Tudo era alegria, nada fazia mais sentido, leis não existiam. Um sentimento de culpa e vagabundisse invadia a minha mente de tempos em tempos enquanto experimentava tal estado de euforia. Mas o que é ser vagal? É não cumprir com os deveres de um dever ilusório? Ou ele realmente pesa sobre nossas cabeças? Seria um dever usurpador? Impostor? Qual o verdadeiro dever? Não seria o de ser vagal? Bem, pelo menos naquele momento era o que fazia sentido e bastava.
É nesses momentos onde nos livramos de amarras é que ou enlouquecemos ou fazemos o que é certo para sermos livres. De um jeito ou de outro, conseguimos alcançar o que queremos, não importa qual dos dois caminhos. Chegamos onde o que importa já nos é conhecido mesmo que de forma subconsciente.
O mais engraçado é escrever sobre uma coisa que faria bem mais sentido se tivesse escrevdio no dia em que realmente estava lvre, onde o sentimento verdadeiro seria o autêntico autor do texto. Apenas escrevo isso hoje porque sinto que deveria ter escrito e não escrevi. Estou atrasado, me atrasei.
Uma das coisas loucas que leio em minha vida bateu à minha porta, a vontade louca de correr nu pelas matas e mangues, sentir o vento e a imersão no parangolé da vida. Nada disso foi idéia minha, mas confesso que tomei para mim algo que já fazia parte de mim no momento em que abri as portas para o mundo.
Tudo era alegria, nada fazia mais sentido, leis não existiam. Um sentimento de culpa e vagabundisse invadia a minha mente de tempos em tempos enquanto experimentava tal estado de euforia. Mas o que é ser vagal? É não cumprir com os deveres de um dever ilusório? Ou ele realmente pesa sobre nossas cabeças? Seria um dever usurpador? Impostor? Qual o verdadeiro dever? Não seria o de ser vagal? Bem, pelo menos naquele momento era o que fazia sentido e bastava.
É nesses momentos onde nos livramos de amarras é que ou enlouquecemos ou fazemos o que é certo para sermos livres. De um jeito ou de outro, conseguimos alcançar o que queremos, não importa qual dos dois caminhos. Chegamos onde o que importa já nos é conhecido mesmo que de forma subconsciente.
O mais engraçado é escrever sobre uma coisa que faria bem mais sentido se tivesse escrevdio no dia em que realmente estava lvre, onde o sentimento verdadeiro seria o autêntico autor do texto. Apenas escrevo isso hoje porque sinto que deveria ter escrito e não escrevi. Estou atrasado, me atrasei.
sábado, 11 de setembro de 2010
Pergunta?
Sou uma pergunta ambulante.
Vivo a interrogar.
É um sintoma de uma alergia karmica, uma coceira que me faz lembrar de paartes de mim mesmo que já nem sentia mais.
Sou disforme e crio forma conforme penso no que ainda é amorfo para mim.
Sou uma interrogação ambulante.
Sou o espelho privado, sou o espelho íntimo, sou o espelho comunitário. O espelho que reflete o que está em sua frente.
Sou a incerteza ambulante.
Sou eu que crio decisões mesmo que não haja uma resposta, até porque muitas vezes ela nem existe, revelando o lado mais sólido de minha existência.
Sou uma indagação, um questionamento ambulante, vadiando perdido enquanto crio o caminho para o meu destino certo.
Sou uma engrenagem ambulante.
Giro para a mesma direção que a evolução gira, impulsiono todo o resto do mundo, crio e destruo fortalezas, acendo e apago luzes.
Agora, se definir-se é limitar-se, tudo o que descrevi sobre mim já não faz mais sentido, uma vez que não tenho limites, transcendo o tempo e espaço e atinjo o infinito, aonde vive o meu objetivo construtor.
Então fica aqui um pedaço de mim mesmo: você concorda com tudo isso?
Vivo a interrogar.
É um sintoma de uma alergia karmica, uma coceira que me faz lembrar de paartes de mim mesmo que já nem sentia mais.
Sou disforme e crio forma conforme penso no que ainda é amorfo para mim.
Sou uma interrogação ambulante.
Sou o espelho privado, sou o espelho íntimo, sou o espelho comunitário. O espelho que reflete o que está em sua frente.
Sou a incerteza ambulante.
Sou eu que crio decisões mesmo que não haja uma resposta, até porque muitas vezes ela nem existe, revelando o lado mais sólido de minha existência.
Sou uma indagação, um questionamento ambulante, vadiando perdido enquanto crio o caminho para o meu destino certo.
Sou uma engrenagem ambulante.
Giro para a mesma direção que a evolução gira, impulsiono todo o resto do mundo, crio e destruo fortalezas, acendo e apago luzes.
Agora, se definir-se é limitar-se, tudo o que descrevi sobre mim já não faz mais sentido, uma vez que não tenho limites, transcendo o tempo e espaço e atinjo o infinito, aonde vive o meu objetivo construtor.
Então fica aqui um pedaço de mim mesmo: você concorda com tudo isso?
terça-feira, 7 de setembro de 2010
4
O jovem estava em frente a um buraco com uma esfera roxa translúcida dentro, como se fosse um meteoro e tivesse caido com uma velocidade incrível.
- Mas o que é isso...?
E como um encanto, as palavras proferidas serviram como uma música de despertar para o objeto, que irradiou uma luz intensa, como um segundo sol. Com a intensidade da luz mais fraca, a esfera começou a flutuar, dando algumas voltas em torno do nosso herói, como se estivesse tentando reconhecê-lo, e parando em frente a ele, no ar.
"Mas q..."
- Olá! Eu estava te esperando! - saudou uma voz andrógena, surpreendendo o jovem atônito que, sem saber o que responder, continuou a observar a bola radiante.
"Pera ai... Essa voz está vindo dessa... 'Coisa'?"
- Nossa, você me encontrou mais rápido do que eu achei que iria...
- Quem... Quem é... Aliás... O QUE é você?
- Ah, desculpe-me, esqueci de me apresentar... Eu sou o Oráculo.
- O quê?
- É... Serei seu guia para a jornada que está prestes a iniciar.
- Jornada? Ah, sim... Jornada... (?)
- É! Mas... Mas eu não posso ficar aqui por muito tempo, você terá que estabelecer um santuário primeiro...
- Um San... Olha, dá pra me explicar tudo direitinho o que está acontecendo? Eu não sei de nada do que você está falando.
- É óbvio que não sabe. Até porque, qual seria a graça se você soubesse?
- Como?
- Olha, é o seguinte: antes de qualquer coisa, eu preciso... Quero dizer, nós precisamos de um santuário... Arrume um aí...
- Não, porque é super simples de se "arrumar" um santuário assim, do nada... Principalmente quando uma esfera de cristal roxo que fala te pede um santuário... Assim, super básico... E como você quer que eu faça isso, no meio do nada, em cima de uma montanha?
- Nossa, você não era assim... Tá parecendo até que os anos roubaram a sua imaginação...
- Como assim? Você quer o que, que eu imagine um santuário, é isso?
- Ué, e de que outro modo seria?
- (???)
- Sim, imagina um ai... Mas depressa, eu não aguentarei muito tempo aqui... Ah, e não esqueça, tem que ser um lugar que lhe pareça seguro e seja privado...
"Um santuário... Privado? Privado sempre me lembra privada de um banheiro de uma casa comunista qualquer... Enfim... Ok, vejamos... Hmm... Podia ser, tipo uma gruta né... Uma salinha escura, aconchegante... Com a parece de tijolos verde petróleo azulado... Com uma fontezinha grudada em uma das quatro paredes... É isso! Será essa salinha pequena, sem janelas nem paredes, escura e de cores frias, com a água escorrendo em uma fonte que será a morada do oráculo..."
Quando o jovem abriu os olhos após momentos de pura imaginação, encontrava-se no santuário que havia imaginado, com o Oráculo flutuando sobre a fonte, menos translúcido e mais roxo do que antes.
- Nossa, não estou acostumado com esse tipo de ambiente... Podia ser algo mais arejado não? Hehe... Enfim... Não mude mais, por enquanto. Agora que temos mais tempo, vejo que você não sabe nada do que você não sabe... Pode perguntar o que quiser.
- ... Mas não é meio óbvio que eu não saiba nada das coisas que eu nada sei?
- Não, não é óbvio.
- ...
- Mais alguma outra pergunta?
- De onde você me conhece?
- Ah, desde sempre!
- Como? De onde você veio?
- Eu fui criado para lhe servir como guia, por isso te conheço desde sempre. Eu vim da biblioteca superior.
- Biblioteca superior?
- Sim, biblioteca superior.
- ... E você será meu guia do que?
- Serei guia da sua jornada.
- Qual jornada? E por que fica me dando respostas completas o tempo todo? Não precisa, isso cansa...
- Ok. Jornada que você acabou de começar, em busca das chaves do arco-íris.
- Arco-íris? Que coisa mais... Feliz... E uma coisa: por que você só responde exatamente o que eu pergunto se é meu guia? Não deveria dar mais explicações e, tipo... Me "guiar" melhor?
- Ué, eu só respondo o que você pergunta.
- Você só responde perguntas ou realiza desejos?
- Que tipo de desejo?
- Por exemplo, eu desejo que você me diga o que eu tenho que fazer pra achar essas chaves...
- Ah, sim, esse tipo de desejo. Bem, eu não posso falar como fazer isso agora sobre todas as chaves... Só sobre a primeira...
- Ufa! Finalmente falou algo que não fosse apenas um resposta curta e objetiva... E como faço para achar? Você pode me "guiar" até ela?
- Você só vai achar na hora certa. Se eu posso guiá-lo até onde ela se encontra? Bem, você já está onde ela também está.
- ... Cadê então? Não a vejo... Como faço para vê-la? Dê-me todo o material necessário!
- Bem, não posso fazer todas essas coisas ao teu modo, mas farei o que estiver ao meu alcance... Mas antes você deve se desfazer de tudo o que possui. Está preparado?
- Como assim?
- Ah... Você terá que abrir mão do seu reino, dos seus poderes, das pessoas que conhece... Da sua vida inteira, para começar uma nova.
- ?!
- Juro que não dói. É só abrir as suas mãos fechadas em minha direção. Quando fizer isso, estará pronto. Ficarei aqui esperando.
O jovem pensou... Pensou... Pensou... Não queria abandonar tudo o que tinha.
"Mas isso é injusto... ! Eu não quero perder meus poderes, meu castelo, minha Fênix... Nada! Nem minha bolsa sem fundo... Minha espada com 103 espíritos, minha armadura verde da floresta... Mas espere! Ah, sou um gênio! Tive uma idéia..."
Então o rapaz estendeu suas mãos abertas em direção ao Oráculo e um clarão tomou conta de tudo.
- Mas o que é isso...?
E como um encanto, as palavras proferidas serviram como uma música de despertar para o objeto, que irradiou uma luz intensa, como um segundo sol. Com a intensidade da luz mais fraca, a esfera começou a flutuar, dando algumas voltas em torno do nosso herói, como se estivesse tentando reconhecê-lo, e parando em frente a ele, no ar.
"Mas q..."
- Olá! Eu estava te esperando! - saudou uma voz andrógena, surpreendendo o jovem atônito que, sem saber o que responder, continuou a observar a bola radiante.
"Pera ai... Essa voz está vindo dessa... 'Coisa'?"
- Nossa, você me encontrou mais rápido do que eu achei que iria...
- Quem... Quem é... Aliás... O QUE é você?
- Ah, desculpe-me, esqueci de me apresentar... Eu sou o Oráculo.
- O quê?
- É... Serei seu guia para a jornada que está prestes a iniciar.
- Jornada? Ah, sim... Jornada... (?)
- É! Mas... Mas eu não posso ficar aqui por muito tempo, você terá que estabelecer um santuário primeiro...
- Um San... Olha, dá pra me explicar tudo direitinho o que está acontecendo? Eu não sei de nada do que você está falando.
- É óbvio que não sabe. Até porque, qual seria a graça se você soubesse?
- Como?
- Olha, é o seguinte: antes de qualquer coisa, eu preciso... Quero dizer, nós precisamos de um santuário... Arrume um aí...
- Não, porque é super simples de se "arrumar" um santuário assim, do nada... Principalmente quando uma esfera de cristal roxo que fala te pede um santuário... Assim, super básico... E como você quer que eu faça isso, no meio do nada, em cima de uma montanha?
- Nossa, você não era assim... Tá parecendo até que os anos roubaram a sua imaginação...
- Como assim? Você quer o que, que eu imagine um santuário, é isso?
- Ué, e de que outro modo seria?
- (???)
- Sim, imagina um ai... Mas depressa, eu não aguentarei muito tempo aqui... Ah, e não esqueça, tem que ser um lugar que lhe pareça seguro e seja privado...
"Um santuário... Privado? Privado sempre me lembra privada de um banheiro de uma casa comunista qualquer... Enfim... Ok, vejamos... Hmm... Podia ser, tipo uma gruta né... Uma salinha escura, aconchegante... Com a parece de tijolos verde petróleo azulado... Com uma fontezinha grudada em uma das quatro paredes... É isso! Será essa salinha pequena, sem janelas nem paredes, escura e de cores frias, com a água escorrendo em uma fonte que será a morada do oráculo..."
Quando o jovem abriu os olhos após momentos de pura imaginação, encontrava-se no santuário que havia imaginado, com o Oráculo flutuando sobre a fonte, menos translúcido e mais roxo do que antes.
- Nossa, não estou acostumado com esse tipo de ambiente... Podia ser algo mais arejado não? Hehe... Enfim... Não mude mais, por enquanto. Agora que temos mais tempo, vejo que você não sabe nada do que você não sabe... Pode perguntar o que quiser.
- ... Mas não é meio óbvio que eu não saiba nada das coisas que eu nada sei?
- Não, não é óbvio.
- ...
- Mais alguma outra pergunta?
- De onde você me conhece?
- Ah, desde sempre!
- Como? De onde você veio?
- Eu fui criado para lhe servir como guia, por isso te conheço desde sempre. Eu vim da biblioteca superior.
- Biblioteca superior?
- Sim, biblioteca superior.
- ... E você será meu guia do que?
- Serei guia da sua jornada.
- Qual jornada? E por que fica me dando respostas completas o tempo todo? Não precisa, isso cansa...
- Ok. Jornada que você acabou de começar, em busca das chaves do arco-íris.
- Arco-íris? Que coisa mais... Feliz... E uma coisa: por que você só responde exatamente o que eu pergunto se é meu guia? Não deveria dar mais explicações e, tipo... Me "guiar" melhor?
- Ué, eu só respondo o que você pergunta.
- Você só responde perguntas ou realiza desejos?
- Que tipo de desejo?
- Por exemplo, eu desejo que você me diga o que eu tenho que fazer pra achar essas chaves...
- Ah, sim, esse tipo de desejo. Bem, eu não posso falar como fazer isso agora sobre todas as chaves... Só sobre a primeira...
- Ufa! Finalmente falou algo que não fosse apenas um resposta curta e objetiva... E como faço para achar? Você pode me "guiar" até ela?
- Você só vai achar na hora certa. Se eu posso guiá-lo até onde ela se encontra? Bem, você já está onde ela também está.
- ... Cadê então? Não a vejo... Como faço para vê-la? Dê-me todo o material necessário!
- Bem, não posso fazer todas essas coisas ao teu modo, mas farei o que estiver ao meu alcance... Mas antes você deve se desfazer de tudo o que possui. Está preparado?
- Como assim?
- Ah... Você terá que abrir mão do seu reino, dos seus poderes, das pessoas que conhece... Da sua vida inteira, para começar uma nova.
- ?!
- Juro que não dói. É só abrir as suas mãos fechadas em minha direção. Quando fizer isso, estará pronto. Ficarei aqui esperando.
O jovem pensou... Pensou... Pensou... Não queria abandonar tudo o que tinha.
"Mas isso é injusto... ! Eu não quero perder meus poderes, meu castelo, minha Fênix... Nada! Nem minha bolsa sem fundo... Minha espada com 103 espíritos, minha armadura verde da floresta... Mas espere! Ah, sou um gênio! Tive uma idéia..."
Então o rapaz estendeu suas mãos abertas em direção ao Oráculo e um clarão tomou conta de tudo.
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